Histórias contadas fora da ordem cronológica funcionam bem em filmes, séries e na televisão. Mas tal formato não se aplica à livros. Observação fácil de ser feita após a leitura do 12º livro da série Gossip Girl.
Gossip Girl – O Início: Só podia ser você (Cecily Von Ziegesar, Editora Record, 430 páginas, preço sob consulta) conta o que aconteceu antes das histórias que se desenrolaram nos outros onze livros. A sensação é de estar lendo a história do fim para o começo.
A estrutura se mantêm: as rápidas fofocas da Gossip Girl, um pouco do cotidiano e mais fofocas e intervenções. É claro que os fãs da série (de livros, que fique claro. A série de TV é um caso à parte, que se mencionada, deve ser feita individualmente) adoram saber de onde surgiu o triângulo Blair-Nate-Serena, como foi a decisão de Serena ir ao internato ou a paixonite de Dan por Serena.
A grande maioria das informações fazem total sentido mas, não é raro, o leitor se questionar e se sentir confuso sobre alguns acontecimentos ou, pelo menos, sobre a ordem em que eles ocorreram.
Apesar de suas 430 páginas, o livro é ainda menos detalhista que os demais. A passagem do tempo ocorre com muita rapidez o que pode deixar o leitor com a sensação de que faltou alguma explicação maior sobre algumas coisas.
Para quem ainda não leu nenhum dos livros, e pretende começar, vale a pena ler este como o primeiro. Para quem já havia lido, serve como um recomeço: quando bate aquela vontade de reler alguns livros, você começa por este e relê toda a coleção.
Zélia Duncan canta desde a época do Guaraná com rolha e eu, particularmente, nunca fui sua fã de carteirinha. Ouvia, de vez em nunca, uma ou outra música. Mas ’ela’ vem me perseguindo nos últimos dias. É a quarta música que ouço e me vejo. Achei que merecia vir pra cá. Leia o resto deste post »
Já dizia a personagem de Drew Barrymore no filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças: “O dia dos namorados é uma data inventada pelas empresas de cartão pra fazer as pessoas se sentirem como bostas.” (Ou qualquer coisa do tipo, tradução é uma beleza mesmo). No entanto, vivemos em um mundo capitalista e “blá-blá-blá” e é inegável que as pessoas gostam de comemorar esse tipo de data. Embora haja todo um fundo de verdade nessa frase, hoje é aquele dia em que todo mundo se ama, dá presentes e afins.
Cena do filme Meu primeiro amor.
E o que é melhor do que ver um filme todo fofo? Ver um filme todo fofo junto da pessoa amada! A lista é extensa e se eu for falar de todos os que eu gostaria, iria ficar aqui até amanhã e dúvido que alguém aguentaria ler tudo. Então eu fiz uma seleçãozinha básica de filmes que realmente marcam e que caem perfeitamente nesse dia.
Começando por um filme, teóricamente infantil, que marcou muita gente: Meu primeiro amor. Nunca assistiu? Aproveita que a hora é essa! Aquela paixãozinha infantil, vai te fazer lembrar de quando você ainda era inocente e tudo o mais. Depois, quem sabe, algo mais comédia romântica? Juno talvez. A histórinha é bem charmosinha, a adolescente tentando se encontrar.
Mas caso você leitor não tenha mais 12 anos de idade (ou pelo menos a mentalidade de) e veio até aqui esperando encontrar algo mais sério e profundo vamos aos filmes que trazem uma visão mais bela de amor, romance e coisas do gênero. Falando nisso, uma boa pedida é o filme Romance. Um filme brasileiro com Wagner Moura e Leticia Sabatella que traz um “filme dentro do filme”.
Àqueles românticos inveterados que gostariam de ser conquistados todos os dias não há um filme melhor que Diário de uma paixão. Aliás, existe algo melhor: uma sessão dupla com este e PS. Eu te amo, um seguido do outro. Só lembre de preparar a caixa de lenços (e de arranjar um namorado loucamente compreensivo).
Imagem do filme Diário de uma paixão. Divulgação.
de uma paixão
É, as histórias de amor rendem. Dinheiro, comentários, quotes, lições. Independente do seu estado cívil, condição psicológica ou qualquer outro empecilho, existe um filme que, na minha opinião, é o mais lindo e inspirador do mundo todo: Tomates verdes fritos. Se quiser saber porquê, assista!
Nota: esse texto é um alternativo para o texto da coluna Drops Girl desta semana. Para acessar o outro texto clique aqui: Drops Girl.
Hoje, pela manhã, eu me apaixonei por uma pessoa que eu não conheço (e que não poderei conhecer, infelizmente), mas que me levou a passar todo o dia tentando desvendar os milhares de mistérios de sua curta vida. Uma pessoa que me chamou a atenção justamente por ser tão igual a mim.
Não sei qual foi exatamente o motivo que fez com que eu me encontrasse com ele mais uma vez. Foi em 2006, no auge dos meus 16 anos e mergulhada em revistas Capricho, que eu li brevemente sobre sua história. Um “não-identificado” havia se suicidado com ajuda de “amigos” virtuais, e a matéria trazia cartas de três blogueiras em uma proposta de não deixar com que ele fosse até o fim em sua idéia.
Então hoje, quase três anos depois, li uma notícia sobre o álbum póstumo de um brasileiro que foi lançado há pouco tempo por um selo estrangeiro. O nome do álbum me chamou a atenção: “A Society In Which No Tear Is Shed Is Inconceivably Mediocre” (algo como Uma sociedade onde nenhuma lágrima é derramada é inconcebivelmente medíocre).
Yoñlu, ou Vinícius Gageiro Marques como preferir, estava à um mês de seu aniversário de 17 anos quando se suicidou, embora suas músicas e letras façam com que ele pareça muitos anos mais velho. Ele sabia fazer arte!
Suas músicas falam sobre sentimentos e sensações de uma forma não-clichê. Elas eram seu ponto de escape. E seu estúdio improvisado com um computador e alguns instrumentos, eram seu refúgio. Yoñlu conseguiu, junto à um DJ europeu, transformar o som de uma impressora trabalhando em uma música constantemente tocada em baladas no exterior; disponibilizava suas músicas à alguns amigos em um fórum que freqüentava e seu suicídio foi adiado por algumas vezes graças aos elogios e comentários que recebia por ali.
Não foi suficiente. Uma hora as coisas falaram mais alto e ele não suportou. Já não cabia em suas músicas tudo que ele conseguia abafar dentro de si. Foi o fim.
Desenho utilizado para representá-lo póstumamente.
“Mas em dado momento Vinícius se deu conta que isso não bastava. Que viver de música não seria suficiente. Que ele precisava de amigos, precisava de um amor.” (Luiza Piffero, Revista Aplauso)
É preciso acostumar-se com três grandes verdades: ficção é ficção; contos de fadas não existem; sua vida não é a da televisão. Entretanto, vira e mexe o mundo vai te pregar peças.Vai jogar no seu colo uma cópia identica à você. Vai virar sua vida de cabeça pra baixo e te deixar sem rumo. Vai te causar as maiores brigas e o maior amor dessa (e quem sabe de quais mais) sua vida!
Parabéns, você atingiu um novo nível na escala evolutiva: você se apaixonou. Ou não! E é aí que mora o perigo. Nesse momento alguém vai estar apaixonado. Pode ser ela, você ou os dois (o que seria ideal, mas se tudo fosse certo e perfeito não teria por quê de tudo isso ser escrito). Leia o resto deste post »
Chega um momento na vida de qualquer pessoa em que ela se entrega. Ela mostra que ouve música tosca, que lê livros de criança, é fissurada por Chaves e vê sites de cultura inútil na internet. Pois bem, chegado o momento para o escritoempapeldebala.
Admito: ouço Britney Spears de vez em quando, tenho toda a coleção de livros “Gossip Girl”, não sou muito fã de Chaves mas assisto “As Visões de Raven” vez ou outra e acompanho o Feed da GTO.
E foi lá que eu (e mais um monte de gente, como vim a descobrir durante uma pesquisinha básica no Google) descobri sobre essa “manifestação”.
Brazilian Cultura Day já tem uma comunidade no Orkut com mais de 3.500 membros e a ideia é quase simples: fazer com que em um determinado dia (08/06/09), em um determinado horário (20:15 – Horário de Brasília) as pessoas troquem o canal da televisão da Rede Globo para a TV Cultura.
Imagem retirada do GTO.
Pra quê? Bom, segundo a descrição da própria comunidade é “para mostrar que ninguém precisa da Rede Globo e de sua manipulação através do Jornal Nacional”.
Sem radicalismos e com o pé um pouco mais no chão, aderi a campanha por um único e simples motivo: eu acho que as pessoas deviam começar a ver outros programas, outros canais. Nada contra a Globo, só acho que a diversidade faz bem, ajuda a criar um senso crítico conhecer coisas novas, diferentes do que se está habituado.
Não sei se vai dar em alguma coisa essa campanha, ou se as pessoas vão realmente se movimentar no tal dia e a mim nem interessa. Mas acho interessante divulgar, acho interessante ver que para algumas pessoas não existe SÓ a Rede Globo.
Nota: em breve escreverei mais sobre a TV Cultura e sobre alguns programas específicos que valem muito a pena serem vistos.
Uma se chamava Júlia. Emanava vida, presença. Parecia impossível vê-la parada, quieta, simplesmente não parecia algo que ela fazia. Sempre me perguntei como conseguia ter tanta energia, um sorriso no rosto. Sorria também com os olhos, passava calma a quem estivesse por perto. Mesmo com tudo isso era também enérgica, sabia ser dura quando precisava. Conseguia repreender e também pedir desculpas. Tinha um lado oculto e assim ele deveria permanecer.
Em 1994, a jovem Elizabeth Wurtzel lançou sua autobiografia “Geração Prozac: Jovem e deprimida na América”. No livro ela conta como era sua vida quando foi diagnosticada com depressão nervosa, de como era ao que se tornou devido ao uso de medicamentos, no caso, o Prozac.
Na mesma época, Susanna Kaysen lançava sua também autobiografia, “Moça, interrompida”. No livro ela conta uma fase de sua vida em que tentou suícidio e foi internada em uma clínica psiquiátrica. Seu diagnóstico: Transtorno de Personalidade Limítrofe (borderline personality disorder).
Pôster do filme "Garota, Interrompida". Foto: Divulgação.
Mais um fim de semana se aproxima e mais um fim de semana vai embora. A mesma coisa de sempre. O mesmo tédio de sempre. Ou um tédio um pouco diferente.
Um final de semana daqueles que começa com trabalhos, gravações, edições, confissões e conversas embaladas por pizza e refrigerante (e lágrimas, não podemos esquecer). Um final de semana em que se dorme tarde e acorda cedo (e morrendo de sono), em que se dorme à tarde e se perde o sono pela noite. Como fazer?
Mas a parte em que você conhece melhor as pessoas que estão perto de você não é assim tão mal. Aquela que você se sente a vontade pra falar coisas que nem sempre você consegue também. É provável que você passe os próximos quatro anos da sua vida com essas pessoas (considerando que não acontecerão imprevistos), então é bom conhecê-las. A não ser quando você é uma pessoa que tem medo.
Tem medo de se apegar. Tem medo de se envolver. Tem medo de se machucar. “Acorda! Tá na hora de ’se deixar de lado’ e tentar ser mais sociável!”. Então você tenta. Você dá uma chance às pessoas de te mostrarem que elas estão ali pra te apoiar, ajudar e te dar uns tapas na cara quando você estiver indo pelo caminho errado.
Seu final de semana comum já não é mais tão comum, por mais que isso tenha sido só o começo. Aquele começo mudou tudo. E, talvez, agora você já esteja até considerando a possibilidade de se tornar uma pessoa menos mascarada (mesmo que para esses poucos), você já esteja com menos medo de que volte acontecer a separação dolorida entre você e alguém que, por motivo nenhum, se tornou um pouco importante pra você. Agora você já considera a possibilidade de fazer amigos.
Com certeza o seu fim de semana foi, no máximo, pseudo-entediante.
Não é difícil ouvir ou ler criticas infundadas com relação ao cinema nacional. Quantas são as pessoas que dizem não gostar de filmes brasileiros mas que também não sabem argumentar por quê?
No site da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), pode-se acessar planilhas sobre o número de filmes lançados, a quantidade de cópias vendidas para exibição, entre outros detalhes como gastos.
O curioso é ver que enquanto alguns filmes atigem mais de 300 cópias, outros não passam de dez ou até mesmo
"O ano em que mes pais saíram de férias", direção de Cao Hamburguer. Divulgação.
nenhuma. E isso não quer dizer que a qualidade do filme seja inferior ou superior. Muitas vezes a falta de orçamento, de apoio e de divulgação são os principais culpados pela “exclusão” destes filmes. Filmes, estes, que começaram a ser produzidos anos antes e não conseguiram ser terminados por falta de condições para tal. Leia o resto deste post »